sábado, 3 de junho de 2017

Património e toque dos sinos

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Realizou-se no Salão da Junta de Freguesia de São Miguel de Acha, no concelho de Idanha-a-Nova, esta quinta-feira, 1 de junho, às 20h30, a tertúlia sobre "a riqueza patrimonial associada aos toques dos sinos" com os oradores convidados – os investigadores Tom G. Hamilton e Maria Adelaide Salvado.
Tom G. Hamilton abordou as suas recolhas sonoras em torno dos toques de sinos do distrito de Castelo Branco, com um olhar particular para S. Miguel de Acha, para sensibilizar para a necessidade de preservação do património sineiro”.
Maria Adelaide Salvado falou da investigação em torno dos temas da religiosidade popular, a partir de interessantes casos de estudo desta localidade.
A acção foi promovida pela Associação Raia Gerações.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

"É mais livre e maior o rio da minha aldeia"

Monte Pinheiro - Ribeira de Taveiró  (Foto: Raúl Folgado)
(11/2/2017)

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Outono

 


 






As primeiras chuvas deste Outono. A pródiga natureza oferece-nos ainda estas cores, frutos e sabores. A ecologia na prática. Um hobby que compensa pela aprendizagem, partilha, exercício físico, contemplação, silêncio... 

domingo, 24 de abril de 2016

O tempo parou

Há cinco anos, o tempo parou nesta página do calendário. Na nossa vida. Era Abril, segunda para terça-feira, como poderei esquecer? Há cinco anos, o tempo deixou esta "mensagem" numa página de calendário:
Não faças do teu lar
uma gaiola sem horizontes
mas uma torre de vigia
e um ninho altaneiro
onde crescem asas
que te farão voar
até junto daqueles
que mais precisam de ti...

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer" (Eclesiastes).  Mas nunca se está preparado.