segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

"É mais livre e maior o rio da minha aldeia"

Monte Pinheiro - Ribeira de Taveiró  (Foto: Raúl Folgado)
(11/2/2017)

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia

E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Outono

 


 






As primeiras chuvas deste Outono. A pródiga natureza oferece-nos ainda estas cores, frutos e sabores. A ecologia na prática. Um hobby que compensa pela aprendizagem, partilha, exercício físico, contemplação, silêncio... 

domingo, 24 de abril de 2016

O tempo parou

Há cinco anos, o tempo parou nesta página do calendário. Na nossa vida. Era Abril, segunda para terça-feira, como poderei esquecer? Há cinco anos, o tempo deixou esta "mensagem" numa página de calendário:
Não faças do teu lar
uma gaiola sem horizontes
mas uma torre de vigia
e um ninho altaneiro
onde crescem asas
que te farão voar
até junto daqueles
que mais precisam de ti...

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer" (Eclesiastes).  Mas nunca se está preparado.