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segunda-feira, 30 de março de 2020

Primavera, flores e poesia...



Fotos - Qta do Rossio





















a jardineira

não sei como ela sabe o que está certo
para o jardim nas estações do ano,
e compra bolbos numa inglesa, perto
de nossa casa, e vai fazendo o plano

de caminhos, canteiros, trepadeiras
e arbustos que esqueci, tufos de hortênsias,
renques de rosas, fúcsias, japoneiras,
vermelho, branco, azul, lilás, violências

da túlipa amarela, e nesse reino,
de sapatos de ténis e de luvas,
chapéu de palha e fato gris de treino,
vai governando aos ventos, sóis e chuvas,

e põe junto às sementes, pá na mão,
ao pé da expectativa do coração.


Vasco Graça Moura, Poesia 1963-1995, p. 443































Voltas a mote alheio

Verdes são os campos
Da cor do limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.


Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gado que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões, Lírica, p.107


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O ciclo da vida: a última rosa e o primeiro cravo












 















Quinta do Rossio. O ciclo da vida, do Outono ao Inverno. A terra e as suas dádivas: os últimos pimentos, beringelas e courgettes, os legumes e fruta da época: marroquinas/ clementinas, tângeras,  laranjas:  laranja da Bahia, laranja verde doce; Faça como o Miguel Esteves Cardoso ; Kiwi; diospiro, diospiro de roer...
Ainda há uma última rosa mas já nasceu o primeiro cravo. O céu e a paz .

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Outono

 


 






As primeiras chuvas deste Outono. A pródiga natureza oferece-nos ainda estas cores, frutos e sabores. A ecologia na prática. Um hobby que compensa pela aprendizagem, partilha, exercício físico, contemplação, silêncio... 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Velhas árvores

Escola S. Miguel d'Acha, tirada daqui

Devia ter nove anos. Frequentava a escola dos rapazes de S. Miguel. O sr. Capêlo era um forte adepto da plantação de árvores e,  hoje, seria um homem interessado na ecologia. 
Esteve presente naquela actividade singela em que fizemos os canteiros onde seriam plantados os pequenos pinheiros que, posteriormente, seriam transferidos para o local onde hoje se encontram, na frente da escola.. São pinheiros com mais de 50 anos e foram plantados na altura em que a minha geração frequentou esta escola. 
Este episódio foi-me lembrado, há pouco tempo, pelo sr. Eng. Manuel Meneses… 
Como lembrança e como homenagem aos homens que plantam árvores e que nos lembram disso: 
Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores novas, mais amigas:
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...(Olavo Bilac)
Por coincidência, talvez, hoje plantámos várias árvores: pinheiros, nespereiras, dióspiros, ciprestes, azevinho...