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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Professor Mendes


No 31º aniversário do Centro de Dia de S. Miguel d' Acha.

 

No âmbito do aniversário do Centro de Dia de S. Miguel d’ Acha, (criado a 1-10-1991),  hoje, 2 de Outubro de 2022, aconteceu uma pequena festa onde participou o Grupo de Cantares de S. Miguel, houve um teatro de sombras realizado pelos utentes e Directora técnica do Centro, com a locução de Fábio Superbi de uma história de José Saramago e cenário de Manu Romeiro.

Foi uma festa simples. Foi agradável e emocionante assistir à participação dos nossos “maiores”... Como os anos passaram! Como se fica tão dependente! Como é necessário haver quem cuide com afecto! Como eles são sensíveis a quem os trata bem !

 

Antes encontrei o Sr. Prof. Mendes com quem falei. Falou-me da criação do Centro de Dia. Foi ele com o P. Luís que foram à Segurança Social em Castelo Branco para tratarem da criação do Centro de Dia. A segurança Social acabou por contribuir para a criação do Centro de Dia com o financiamento de setenta contos (mais do que os cinquenta contos que estavam previstos).

Foi assim que o CD pôde iniciar a sua actividade no Salão Paroquial. Só posteriormente passou para as actuais instalações.

 

Entretanto o Prof. Mendes falou-me do tempo escolar. Dos alunos que lhe “passaram pelas mãos”, houve alguns que ele considerava bons alunos. Um deles fui eu. Fiquei emocionado e agradecido por ouvir estas palavras vindas do meu professor do 1º e 2º ano, que me ensinou a ler e escrever e me abriu as portas do mundo. Como lhe estou grato!

Como lhe agradecemos ter dedicado toda uma vida às pessoas mais frágeis de S. Miguel: as crianças e os idosos! 


O Sr. Professor António Mendes faleceu em 2-12-2024.




sábado, 17 de setembro de 2022

Lendas e Contos da Aldeia


"No dia 17 de setembro de 2022, pelas 20,30 H, na sede da ADEPAC – Largo de Sto. António, São Miguel de Acha, Fábio Superbi, narrador e pesquisador, vai ser protagonista de uma tertúlia, “Lendas e Contos na Aldeia”.

“Lendas e Contos da Aldeia”, tem por base, livros de autores (septuagenários) filhos da aldeia, como, António Milheiro, Joaquim Folgado Rascão, João Coelho Milheiro, João Alberto Bentes, Carlos Teixeira e outros como por exemplo a jovem poetisa Carina Anselmo.

Estas tertúlias culturais permitirão dar voz as histórias e tradições presentes em S. Miguel de Acha ao longo de gerações. Fábio Superbi, após pesquisa e leitura atenta das obras, fará serões com base em alguns contos dos livros citados e outras histórias recolhidas pela aldeia. Atuará igualmente na qualidade de mediador junto do público, interagindo e convidando todos os que queiram comentar e partilhar as suas histórias.

Deixe-se embalar por este movimento e participe nesta e noutras tertúlias que vamos organizar."




quarta-feira, 10 de abril de 2019

Sem fronteiras

Apresentação da Orquestra sem fronteiras no Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, em 22-3-2019. Muito bom com sabor a pouco... Foi apenas a apresentação.
O futuro é aqui.Um projecto  que pode  ajudar os visionários que querem valorizar o interior e o que ele tem de melhor: os jovens.

Reportagem na SICNotícias. Hoje.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A classe de minha mãe

 
A classe de minha mãe

Não sei a data da fotografia mas não estarei muito errado se disser que deverá ser do início do Estado Novo.
Muitas leituras possíveis. As dificuldades económicas são bem visíveis. Mas era também um tempo em que ir à escola constituía um imenso bem pessoal e social. Era o tempo em que havia escola nas aldeias, como em S. Miguel d' Acha.
Uma vida de sacrifícios, de luta para cuidar dos filhos.
São as minhas, as nossas, heroínas...
Merecem o nosso respeito, a nossa solidariedade, o nosso afecto. E também a nossa prioridade nas respostas sociais.

Todos sabemos, pela nossa experiência e pelo que vemos, ouvimos e lemos diariamente, que as prioridades das  pessoas ficam para segundo plano em relação à propaganda. Mas é tempo de ser justo com quem, na parte  final da sua vida, merece que lhe demos os cuidados dignos de seres humanos.

O centro social - residências e "centro de vida assistida" - continua sem qualquer função. Os anos vão passando, e, por este andar, nem para os mais novos vai ter qualquer utilidade.

Assim se estraga este país. Gastou-se dinheiro, de todos nós, na construção do equipamento referido para ficar às moscas, a degradar-se...