sábado, 26 de fevereiro de 2011

Gostar, simplesmente


Ilustração de Paulo Longo, Chalet, S. Miguel d'Acha

Este texto, Uma tarde em S. Miguel d'Acha, de Paulo Longo, merece uma visita na Adufe 17, pags. 40 a 43. "A aldeia em si mesma é detentora de uma carga patrimonial notável, tanto a nível material, como imaterial...  
...São Miguel d’Acha tem sabido afirmar-se a partir da sua matriz cultural."

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Centro de dia – Liga de amigos





Com a devida vénia transcrevemos a informação do CulturAche, de Janeiro/2011, sobre o  "Centro de vida assistida", de S. Miguel d' Acha. 
CENTRO DE DIA – LIGA DE AMIGOS
Em 2006 noticiava a Gazeta do Interior que iria ser implementado junto ao Centro Social Paroquial da nossa terra um Centro de Vida Assistida, destinado aos nossos idosos com dificuldades motoras e sem familiares directos que os possam assistir nas suas residências. O projecto da responsabilidade da Câmara seguiu em frente, construíram-se quatro edifícios destinados a residências e reconstruiu-se a antiga casa da família Carvalhão para ali funcionar um centro de convívio para os idosos. Ao que nos é dado ver do exterior parece que os edifícios estão há já algum tempo prontos a receber os respectivos equipamentos necessários ao seu funcionamento, mas até hoje parece estar tudo parado. Desconhecemos os motivos, que poderão ser financeiros, mas a apatia da nossa gente em relação a tudo o que seja participar, quer na vida associativa, quer na vida social da nossa terra, também contribui para este estado de coisas.
No CulturAche de Dezembro de 2007, noticiamos que se tinha reunido em assembleia geral a LIGA DOS AMIGOS DO CENTRO SOCIAL E PAROQUIAL, com o objectivo de aprovar o seu regulamento e eleger os órgão sociais. O primeiro foi aprovado mas as eleições não se realizaram por falta de listas concorrentes.
Julgamos que muito poucos conterrâneos têm conhecimento da Liga dos Amigos, talvez por falta de divulgação acessível através de cartazes e outros meios de informação mais directos, ou então sabem e assobiam para o lado. Há que informar e mobilizar os conterrâneos residentes ou não para participarem e colaborarem activamente com a LIGA.
Nas nossas andanças com o Grupo de Cantares por esse país fora, apercebemo-nos em conversa com os dirigentes das associações que nos convidam, que as populações locais, principalmente os mais jovens, são o principal suporte do seu funcionamento, participando activamente nas suas realizações. Todas têm boas sedes com salas para espectáculos e convívios, bar, refeitório e cozinha, tudo a funcionar em regime de voluntariado pelos associados. Por cá, salvo raras excepções, é o que se sabe.
No que respeita a centros de dia e lares onde também temos ido a cantar, encontramos instalações modelares e ambientes que deixam adivinhar que os idosos são ali tratados com todo o carinho e respeito. O último onde estivemos, em Aldeia da Ponte, deixou-nos maravilhados com o imponente edifício e as instalações interiores onde não faltam quartos individuais ou para casais, todos equipados com tudo o necessário para o conforto dos idosos. O Lar Santo Cristo, de seu nome, é gerido por uma Liga de Amigos, que é bem um exemplo da importância das Ligas ou outro tipo de associações de carácter social na gestão dos lares e centros de dia, ou como agentes de pressão junto das entidades oficiais.
Porque o objectivo é nobre e os nossos idosos têm direito a um fim de vida digno, vamos todos associar-nos e ajudar a LIGA nos seus objectivos.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A classe de minha mãe

 
A classe de minha mãe

Não sei a data da fotografia mas não estarei muito errado se disser que deverá ser do início do Estado Novo.
Muitas leituras possíveis. As dificuldades económicas são bem visíveis. Mas era também um tempo em que ir à escola constituía um imenso bem pessoal e social. Era o tempo em que havia escola nas aldeias, como em S. Miguel d' Acha.
Uma vida de sacrifícios, de luta para cuidar dos filhos.
São as minhas, as nossas, heroínas...
Merecem o nosso respeito, a nossa solidariedade, o nosso afecto. E também a nossa prioridade nas respostas sociais.

Todos sabemos, pela nossa experiência e pelo que vemos, ouvimos e lemos diariamente, que as prioridades das  pessoas ficam para segundo plano em relação à propaganda. Mas é tempo de ser justo com quem, na parte  final da sua vida, merece que lhe demos os cuidados dignos de seres humanos.

O centro social - residências e "centro de vida assistida" - continua sem qualquer função. Os anos vão passando, e, por este andar, nem para os mais novos vai ter qualquer utilidade.

Assim se estraga este país. Gastou-se dinheiro, de todos nós, na construção do equipamento referido para ficar às moscas, a degradar-se...

domingo, 3 de outubro de 2010

Assistam ao "Centro de vida ... assistida"

Dos 10 milhões e meio de euros do orçamento do Município de Idanha-a-Nova para 2010, foram inscritos na rubrica Lares de 3ª idade - Espaço intergeracional de apoio ao centro de vida assistida - São Miguel d' Acha: 106300,00 €.

Em 2009, a verba inscrita era de 141970,00 €.
É caso para perguntar: para que serviu esta verba ? Até agora para nada.



A música de S. Miguel d' Acha



(Clicar na imagem)


O que nos faz como somos ? O que nos faz sentir saudades de todas estas melodias ?  O que faz sentir de modo particular esta "cantiga de embalar" ?
Algumas delas foram cantadas por todos nós numa cantiga de roda ou numa festa de amigos...   

Tantos anos depois, acho que "sem ti eu não era o que sou", como diz o prof. António Frade, na crónica "as minhas gentes". Refere Teixeira de Pascoais:
"Sem esta terra funda e fundo rio,
Que ergue as asas e sobe, em claro voo;
Sem estes ermos montes e arvoredos,
Eu não era o que sou." (Cousas e Lousas - Crónicas, 1995).

A música de S. Miguel d' Acha - o Coro "Acra"



A música de S. Miguel d' Acha


Fernando Lopes-Graça - Viagens na minha Terra (1ª  e 2ª suites). Orquestra Filarmónica de Budapeste Direcção de Gyula Németh. DAnova. 1980.

A 1ª suite integra "Em S. Miguel d'Acha, durante as trovoadas, mulheres e homens cantam o Bendito" .
"No descretivismo (descritivismo?) do nº 9 da Suite Primeira («Em S. Miguel d'Acha, durante as trovoadas, mulheres e homens cantam o Bendito»), que mais parece um diálogo entre o ser humano e as forças da natureza contém-se o simbolismo de outras lutas que um povo inteiro tem de enfrentar". (Mário Vieira de Carvalho)